A maior punição que você pode receber
como fruto de seus pecados, é a volta à condição natural ao seu nascimento, e o
que por hora tenho simplesmente chamado de a Inexistência apenas.
Eu acredito no inferno como um
evento futuro, mas desconfio do entendimento dos primeiros homens de fé, e como
doutrinariamente é ensinado na atualidade. Tipo, não acredito mais na sua característica
eterna (para todo o sempre), e me pergunto se esse ensinamento mais agrada nossos
egos (pobres mortais, mesmo debaixo de uma eleição não por merecimento, se
julgam mais aptos do que aqueles, talvez por sua aparência ou pior por sua
caminhada...) do que realmente satisfaça Aquele que está por trás de tudo.
E se há algo que mais temo hoje,
mais do que o inferno, mais do que a morte (ou pior da morte sem antes atingir
nosso potencial ou nossos ideais cobiçados, que é assustador também) é não
existir novamente, ainda mais depois de ter experimentado da existência, as
nossas histórias, nossas emoções, cada momento bom vivido. Eu temo isso, pois é
muito possível acontecer. A morte é algo assombroso sem dúvida, mas por hora
ela somente atingirá seu aspecto físico, mas você continuará através de sua
alma, seu espírito. Mas a condição da inexistência é a última etapa reservada
para a nossa história.
O inferno cumprirá o seu propósito,
e quando isso acontecer ele será enrolado como um rolo e será mais uma das
coisas jogada no mar do esquecimento, para nunca mais ser lembrado, nunca mais
voltar a existir.
Oiapoque, AP.